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Feed: " E se rasgo meu corpo é pra fugir da - AggScore: 50.7



Pra dizer Adeus.


No inicio saem apenas lascas.
Após as lascas, não é o vento quem bate.
Chocam-se tornando as lascas em pedaços miúdos.

As miudezas aumentam. já não se chocam,
Batem-se e as miudezas tornam-se grandes pedaços.
E por final temos: vento, choque e batidas!

Tudo se desmancha em pedaços, que passam
Para miudezas, que passam pra lascas.
E o vento assopra pra muito longe...
Date Published: Jul 14, 2009 - 7:42 pm



Sem revisão.


Phoesia bate e logo surte efeito,
cria-se uma rima boba e versos sem jeitos!
mas que besteira é essa de ser achar Poeta.
poeta não precisa de rima nem métrica,
É só acontecer um vacilo que ele penetra!
Invoca os deuses de anos passados;
Vem Leminski,Vem Paulo, dar conta deste poema,
q'eu já estou passado!
Date Published: May 21, 2009 - 7:05 am



Fecha a conta


O motivo que move minh'alma
não é o caminho que sigo.
Estou confuso, incapaz, alado
nos pensamentos;
Reflexos e sorrisos que me subtraem
com suas ausências.
É preciso força, mas a felicidades
não reguer forças: Apenas sorrisos,
contruções de quatro braços,
Gigantes de dois corações.
Serás triste, inacabado e longo,
e quem sabe nem sequer acabe!
E o tempo prometeu não dar
conta do que é verdadeiro...
Date Published: Mar 23, 2009 - 9:17 pm


Popular.



Lugar onde o frasco se comporta, no universo estático.
Esse cheiro dogmático assassinou todos os poetas.

Onde pensar é estrutural.
Eu fico aqui alimentando meu lado carnal!

Date Published: Feb 12, 2009 - 5:33 pm


Retrato em preto e branco.



Aturdido e na companhia da tormenta,
Sob a presença do céu, de olhos fechados.
A crendice nas palavras, domina o que não
Podes sonhar.

Estranha e avassaladora companheira.
Faz-me tocar até os sonhos inalcançáveis.
Realçando a fria realidade.

O que faz homem da minha estirpe,
Junto há essas horas?
Qual dúvida me fere mais que a racionalidade,
De ser só, porém imaginar muitos.

A razão de tentar idealiza-los,
Acaba-se por si só...
Sobre esse colchão ralo, de um quarto
De hospício.

Estranho não é o lugar ou o arejo.
Nem as condições as quais instalo-me!
Mas ai de ter intensidade para apagar,
A imagem que essa maldita...

Maldita, maldita, maldita...
Janela me faz ter.
Parque onde crianças sorriem e brincam.
Balançam toda forma de alegria uniforme.

Sento trago, como fuga,
Contagio de fumaça imaginando futuro:
- Tal inocência que me consome...

Faz da alegria um retrato preto e branco....
E o que és da vida, senão apenas rabiscos
Do cotidiano que invejo.
Date Published: Jan 25, 2009 - 8:42 am


Cata - Vento


Na mansidão drástica sou mais femíneo
Cujo sangue desbota, em cores mais agradáveis.
Não entendo, nem ao menos envolvo.
Ao gênesis dessas palavras.

Impregnam com esse jeito minucioso.
Audácia de leves primaveras.
Pétalas por pétalas, prazeres por prazeres.
Um plantio seco que tens germinado.

Um réu ou um fingido.
Date Published: Sep 03, 2008 - 10:30 pm


pinga.


Foi do vicio e da alegria.
O concreto se expressou.
Chuva acida em formar de palavras,
Para atingir a carne.

P P
I I
N N
G G
A A
V V
A A
L Q
I U
I
Date Published: Aug 19, 2008 - 2:13 am


ontem.


Sobre um telescópio vejo a terra.
Trago mais um cigarro, a chuva anuncia.
Fiquei pelo lado de fora...
Date Published: Aug 18, 2008 - 5:56 pm


Met[amor]fose.




Como poucos, uma certeza única.
Festeja o rastro das sobras, mesmo póstumo.
Com uma fúria sentimental.
Lapidando seu maior grito.

Onde achas isso? Muitos fazem
Mesmos olhares, mas cadê?
Cadê a decadência irônica ou a mistura da vida
Sobre esboços de sentimentos que rastejam?

Nenhum Deus, maior do que isso.
Como podes pintar o sol de negro?
Deixando todos cegos ou libertos.
Preso na cadeia de palavras.

Um gênio, doente, transformado em inseto.
Carregando sobre sua mente, o caos, a sordidez...
O podre comestível, o amor!
Metafísica atormentada, indagada.


No amor, rastejando, eu sei quem sou.
Date Published: Aug 18, 2008 - 5:51 pm


Até Ontem...


Um composto confuso. Longe da razão.
Por traços marcados de sangue e espinhos.
O arranha-céu arranhou Doroti...
E leviatã bebeu toda agua do mar!
E aonde vamos salguar esses espiritos diabéticos?
Posteriormente sei de saudade como frieza de café
Mas o Café esta meio amargo, não no gosto, mas no preço.
Porem necessito que um trombadinha roube meu jornal.
Pois saberei que ontem eu fui assassinado.
Quero ficar Longe desta Noticia.
Justo agora, K. me acordou, por se deixar dormir
Com um cigarro aceso.
Aquele que me quiemou e me matou!
Date Published: Jul 01, 2008 - 9:49 pm


Navalha.



Um lugar chamado vida.
Com ou sem bebida embriaga-se.
Erro maior é exportar o fio da navalha.
Não necessariamente, talvez se traduzirmos.
Começaríamos tudo de novo, e toda pobreza seria pobre.
Toda sede teria sede, e toda fome teria fome.

Teria tangos todas às segundas-feiras...
E os males só fazerem parte da genialidade,
Dos que casaram com palavras.

Tudo estaria melhor...
Se essa vodka não estivesse no fim!
Date Published: Jun 08, 2008 - 9:49 pm


Quase-poema.


Um quase homem, um José.
Um quase feliz, um quase louco.
Um quase mundano...
Um quase pai, um quase filho.
Um quase família, um quase futuro.
Um quase descente, um quase de bem.
Um quase amor, um quase ódio.
Um quase em cima do muro.
Um quase bêbado.
Um quase esquecido...
Um quase morto, porém vivo.

Vivo com fome, vivo com frio.
Vivo com desemprego.
Vivo como milhões...
Vivo como homem que chora.
Porque és vivo aonde era para ser quase!
Date Published: May 28, 2008 - 11:07 pm


Janela.


Organizei-me por devaneios, não posso escrever,
Tudo que não sei, de uma só vez.
Oras escrevi tanto no trabalho hoje!
Contudo, cheguei mais extenuado ao meu sofá.

Sentei, tirei os sapatos e os meus pés estavam gelados.
Eu jamais preocupei em descrever o que sentia.
Eu nem sei se sinto. Transformei no que não era,
Para ser o que nunca fui.


Rasguei minha camisa ao passar pela porta.
E agora? Sanaram-se os espaços para os remendos.
Logo agora, que recebi um apelo para ir ao teatro hoje.
Estou cansado de fantasias. Qual janela será a ultima a se despedir hoje?

Estou limitado ao prazer de fumar e observar.
Não há esconderijo melhor. Talvez eu fuja mesmo.
Mas não por descaso ou desencanto. É sim por medo.
Medo, de esquecer o que não sei!
Date Published: May 28, 2008 - 10:48 pm


Versos.


Versos cansados como a mão de quem os escreve.
Em pedaços, partidos, até sangrando.
Sentindo pelo homem da esquina que se cobre
Com um desejo de que não chova!

Versos de mundanas que beijam homens póstumos de famílias.
Marcas sorridentes. Bocas cansadas de falar!
Fumam cigarros atordoando suas frágeis e fúteis vidas.
Com desejo intimo de amor na desgraça.

Versos do mundo, versos de um anuncio de jornal.
Na força de Júpiter que se banha de ontem.
Versos que condenam!
Versos em pedaços com a forca do invisível...
Date Published: May 28, 2008 - 10:13 pm


Para um velho amigo.


Falaste tanto, mesmo ao silencio.
Sem conhecer tua voz, barata que anda sobre as teclas desse piano.
Anda e se esconde atrás de cada palavra sonora que desejas falar.
Barata que restrita em seu próprio quarto, tende-a se esconder.

Não podes escolher, não tem boca.
Com esse andar sobre o piano, atormenta mais o mundo.
Como se falasse todas as línguas.
Barata que tem fome e sua alimentadora desistiu.

Tenta chamar atenção, roubaram teu piano.
Apagaram as luzes, com fome, com sede, rasteja.
Preço de conhecer o mundo antes de todos.
Agora choca-se contra parede, porque já não pode acender a luz.

Não somente concreto que é trevas,
A essência também. Escapa por uma fresta da porta.
Locomove retarda até o piano. Na cozinhas todos comem.
Para por um instante, mas para ti ninguém tem,
Olhos, ouvidos, bocas...

E sobre até as teclas satisfaz-te. No ultimo toque
O ultimo adeus... Voltas para o quarto.
Perpetuando sobre a janela. Adormece só!

Alguém bate na porta, é preciso limpar.
É preciso mudar, renovar...
É preciso ir embora, jaz, incomoda a todos.
Barata... Barata... Barata...
Date Published: May 25, 2008 - 10:13 pm


 
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Date Added: 03/02/2009
Date Approved: 03/02/2009
By: Anonymous
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